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Paulo Henrique Amorim é um dos mais experientes jornalistas brasileiros, com 50 anos de atuação na profissão. Em O quarto poder – uma outra história, ele faz uma análise da atuação da imprensa desde o período Vargas até os bastidores da história contemporânea. É a história do ponto de vista de quem escreveu a história. PHA mantém o blog Conversa Afiada, onde faz críticas severas ao que chama de Partido da Imprensa Golpista (PiG) e discute o modelo midiático brasileiro. Em O quarto poder, ele traz informações curiosas, como o salário de Boni no auge do seu poder na Globo, as relações de Roberto Marinho com Brasília, a intervenção da mídia na política, o que havia por trás do estilo ácido de Paulo Francis, dentre muitas outras.

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Ficha técnica


Livro: O quarto poder – uma outra história
Editora: Hedra
Gênero: Política; Jornalismo; História
Preço: R$ 49,90
Páginas: 560
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-7715-401-2
Quando ainda era estudante de jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Aline Moura estagiava no caderno de Cotidiano do jornal O Povo, de Fortaleza (CE). Certa vez foi escalada para cobrir o concurso Miss Penitenciária, realizado no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa. “Aquele foi meu primeiro contato com o cárcere. Vi-me angustiada por ter que resumir aquelas histórias tão complexas e impactantes em uma notícia de jornal”, lembra.


Em vez de correr para fechar a matéria e descartar as histórias, guardou tudo. Mais tarde, junto com a colega e co-autora Bárbara Almeida, fez um livro-reportagem como trabalho de conclusão de curso narrando a vida de quatro das presidiárias com quem teve contato. O trabalho foi defendido em 2013, “diante de certa relutância de pessoas da academia”. “Recordava-me de muitas histórias que simplesmente não puderam ser aproveitadas. Minha ideia sempre foi construir perfis das internas a partir de como elas enxergavam a própria história”, diz Aline.

Agora, um ano e meio depois de concluído, o material deve ser finalmente publicado. Uma campanha de financiamento coletivo no Catarse já arrecadou mais da metade do valor necessário para a impressão de 500 exemplares. O curioso é que o livro, mesmo tendo conquistado cinco prêmios em níveis regional e nacional, não pôde ir ao prelo até hoje por conta da velha chata que atende pelo nome de burocracia.



“Estamos lutando pelo publicação há um ano e meio. Houve diálogo com representantes de vários segmentos, inclusive do governo estadual. Recebemos convites, mas nenhuma dessas propostas chegaram a se concretizar nesse espaço de tempo”, conta a jornalista. “Vencemos o edital de publicação de livro-reportagem pela UFC, mas ao final de 2014, fomos informadas de que houve atrasos na Impressa Universitária e que a publicação foi adiada para 2015”, prossegue. Aline e Bárbara não quiseram esperar para ver.

Além do trabalho das jornalistas, o livro conta com o projeto gráfico e diagramação do designer Ed Borges e fotografias de Daniel Muskito.

Quando a arrecadação — o mínimo esperado é R$ 4 mil — for concluída, todos os processos editoriais, de impressão e distribuição serão feitos pela equipe. Uma parte da tiragem inicial de 500 livros será destinada aos colaboradores, e os demais exemplares serão comercializados de forma independente. A campanha será encerrada no dia 26 de janeiro. Assista abaixo ao booktrailer.



imagem: capa/divulgação

Narrativa

Na descrição do projeto, um ponto que chama a atenção é a maneira como a história é contada: “Auri”, a própria prisão, assume uma identidade e narra, enquanto testemunha, a história de quatro detentas. Aline conta que a principal referência para esse formato narrativo é o romance clássico A Casa, da escritora cearense Natércia Campos, onde a construção acompanha e relata a vida de várias gerações de uma família do interior.

“A produção do livro seguiu todos os critérios jornalísticos de apuração”, afirma. “Entrevistamos diretoras, agentes e demais funcionários, como professores e médicos, além de estudar os processos criminais de cada uma das personagens. A partir de perfis pré-selecionados, buscamos indicações de personagens que se encaixassem nestes perfis” detalha Aline.

Inicialmente a ideia era escrever os perfis da maneira tradicional, ou seja, em terceira pessoa. Foi quando a colega Bárbara Almeida propôs uma parceria e deu a ideia de um texto em primeira pessoa. E os futuros leitores agradecem antecipadamente.

O selo Cultura Acadêmica, da Editora Unesp, disponibilizou para download gratuito o livro Jornalismo e Convergência. A coletânea contém 20 capítulos divididos em duas seções que versam sobre uma discussão bem familiar aos jornalistas e estudantes da área.

"Nesta publicação, a preocupação é oferecer discussões acerca de um dos principais temas do campo do jornalismo na contemporaneidade: as implicações e repercussões das tecnologias digitais, em especial as determinadas pela internet, no jornalismo."

Para fazer o download é necessário se cadastrar no site da Cultura Acadêmica. O livro é organizado pelos pesquisadores Juliano Maurício de Carvalho, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Unesp, e Marcelo Engel Bronosky, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Se você se formou entre 2009 e 2014 e apresentou como trabalho de conclusão de curso um livro-reportagem, poderá concorrer ao Prêmio Autêntica, que irá publicar o título vencedor. As inscrições podem ser feitas gratuitamente no site do Grupo Editorial Autêntica até o dia 28 de fevereiro de 2015. Até dois trabalhos podem ser submetidos por pessoa, com direito a uma coautoria.

Apenas o primeiro colocado receberá o prêmio: R$ 5 mil como adiantamento de direitos autorais mais 8% sobre a venda dos exemplares impressos e 25% da receita com vendas digitais. O evento de premiação e lançamento, bem como a assinatura do contrato de publicação, irá acontecer no primeiro trimestre de 2016, em São Paulo.

Para participar, é necessário ter concluído qualquer curso universitário -- não apenas jornalismo -- há até cinco anos em qualquer universidade brasileira credenciada pelo MEC. Outro requisito é que a obra nunca tenha sido publicada, seja parcial ou integralmente.

“O prêmio traz fôlego novo para o mercado de jornalismo literário, pois é uma ação que promete revelar talentos e bons projetos”, acredita o jornalista e escritor Edison Veiga, coordenador do prêmio. Segundo ele, o prêmio "irá tornar conhecidas histórias incríveis que estavam relegadas ao mistério do ineditismo”.

O trabalhos serão analisados por um corpo de jurados que irá definir cinco finalistas. Na segunda etapa de avaliação, outros jurados indicarão o trabalho vencedor.
Colunista d'O Estadão comenta a reedição do livro O Jornalista e o Assassino, de Janet Malcolm

O colunista de cultura do portal Estadão, Luiz Zanin, publicou na edição de hoje (9.5) a sua análise sobre a reedição no Brasil do livro O Jornalista e o Assassino, escrito pela também jornalista americana Janet Malcolm. De acordo com Zanin, a publicação, lançada originalmente em 1990, aborda as relações estabelecidas entre repórter e fonte de informação, os dilemas éticos que permeiam essa relação e o próprio cotidiano do jornalista cujo trabalho é, segundo a autora, algo "moralmente indefensável".