Mostrando postagens com marcador amazon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amazon. Mostrar todas as postagens

A Amazon adotou uma estratégia agressiva para tentar dominar o mercado de livros brasileiro. A companhia irá aumentar o catálogo internacional de dez mil títulos impressos para cem mil. Na compra, o consumidor não precisará pagar IOF nem esperar cinco meses para receber a encomenda.

Além disso, os preços serão competitivos, sem refletir a valorização do Dólar ante o Real. Em entrevista à coluna Babel, do Estadão, o executivo da área de impressos da Amazon no Brasil, Daniel Mazini, afirmou que os preços se manterão competitivos. "Nosso valor não vai refletir o preço dos Estados Unidos. Temos nossa regra interna e sabemos que preço é fundamental", afirmou.

A coluna cita o exemplo do badalado O capital no século 21, do economista Thomas Piketty. A versão em inglês custa em torno de R$ 170 nas livrarias digitais brasileiras e R$ 111 na Amazon norte-americana -- sem o IOF. O mesmo título irá custar R$ 79,90 na loja brasileira, uma diferença de R$ 31 em relação ao livro importado e de R$ 90 na comparação com os competidores.

Bom para os leitores, mas esperemos para ver como o lobby nacional vai se manifestar.
imagem: divulgação
A Amazon deve chegar ao Brasil chutando a canela dos e-readers locais. Enquanto se vendem leitores de livros digitais por aqui ao preço de R$ 800, a varejista norte-americana deve começar a comercializar seu modelo mais básico por R$ 199, com a possibilidade de baixar para R$ 149, dependendo de fatores externos. A definição do preço do aparelho ainda depende de estudos sobre a distribuição no país.

Se essa faixa de preço realmente se consolidar, o usuário brasileiro vai estar pagando apenas um pouco mais do que o norte-americano - cerca de US$ 80 -, descontada a diferença de valor entre o Dólar e o Real. O e-reader da Sony costa R$ 430, enquanto o brasileiro Alfa, da Positivo, é vendido por R$ 799. Se o próprio Kindle for comprado diretamente à loja on-line da Amazon, seu custo total ao desembarcar no Brasil é de US$ 255 (ou R$ 438).

Três das maiores editoras de livros norte-americanas, a CBS, a Pengun e a Hachette, pretendem competir com a Amazon nos segmentos de vendas de livros tanto físicos quanto virtuais (e-books), através do site Bookish. O objetivo principal da estratégia seria criar uma alternativa à crise do setor editorial.

O site e-commerce ainda não tem previsão de lançamento, mas deve ir ao ar entre os meses de junho e setembro, ainda em 2011.

Andy Parsons, diretor de Tecnologia do Bookish, revelou ao Wall Street Journal que "o site também poderá ter ligação com outras varejistas online de livros".

Recentemente a Borders, uma das maiores redes de livrarias norte-americanas, anunciou a própria falência, o que levou ao fechamento de 200 lojas físicas e revelou o que já é considerado uma crise no segmento editorial.

Com informações da Exame.